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Escrito por Cristiny às 17h39
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Escrito por Cristiny às 09h46
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O VERDADEIRO AMOR

  

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de

 missionários, foi atingido por um bombardeio.

 

Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e

 as restantes ficaram gravemente feridas.

 

Entre elas, uma menina de oito anos,considerada em pior estado.

Era necessário chamar ajuda por um rádio e afim de que algum tempo,

um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegassem ao local.

 

Teriam que agir rapidamente,

senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue.

 

Era urgente fazer uma transfusão, mas como?

Após alguns testes rápidos,puderam perceber que ninguém

ali possuía o sangue preciso.

 

Reuniram as crianças e entre gesticulações,arranhadas no idioma,

 tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisavam

de um voluntário para doar o sangue.

 

Depois de um silêncio sepulcral,viu-se um braço magrinho

 levantar-se timidamente.

 

Era um menino chamado Heng.

Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante

 e espetaram-lhe uma agulha na veia.

 

Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.

Passado algum  momento, ele deixou escapar um soluço e tapou

 o rosto com a mão que estava livre.

 

O médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou.

Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo às lágrimas.

 

O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.

Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso mas ininterrupto.

 

Era evidente que alguma coisa estava errada.

Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia.

 

O médico pediu para que ela procurasse saber o que estava

acontecendo com Heng.

Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando

com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino

 foi se aliviando...

 

Minutos depois ele estava novamente tranquilo

A enfermeira então explicou aos americanos:

"- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito

o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue

 para a menina não morrer."

 

O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:

"- Mas se era assim, porque então você se ofereceu a doar seu sangue?"

 

E o menino respondeu simplesmente:

"- Ela é minha amiga."

 



Escrito por Cristiny às 21h51
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